TURMAS TERCEIROS ANOS MATUTINO E VESPERTINO - ATIVIDADES DE FILOSOFIA- 3º BIMESTRE 2013

ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
9ª GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO - VIDEIRA
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROF.ª ADELINA RÉGIS

3º BIMESTRE 2013








LETRA DA MÚSICA PARA OS ALUNOS COPIAR NO PRIMEIRO DIA DE AULA DO SEGUNDO SEMESTRE


TOM ZÉ - TÔ

Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar
Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar
Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar


(Conteúdos que serão utilizados oportunamente)


LIBERDADE ESCOLHA E RESPONSABILIDADE
DIRETOS E DEVERES

Desde que se começou a estudar filosofia tem se claro que se trata de uma ciência procurando o porquê das coisas. Isto é, querendo responder às perguntas que mais angustiam o ser humano. As respostas estavam primeiro direcionadas para a natureza: De onde vem o mundo? Como ele é feito? E assim por diante. É o que se chamou de Filosofia da Natureza, ou cosmologia. A primeira resposta que os filósofos encontraram foi afirmar que o universo teve sua origem em quatro elementos:
a)            Ar
b)            Água
c)            Terra
d)            Fogo

FILOSOFANDO: - Neste semestre a escola toda, e todas as disciplinas vão trabalhar com um projeto que se chama Sustentabilidade e meio ambiente. A disciplina de filosofia vai  procurar cuidar da Terra, como a casa mãe. E para isso tratar de reduzir os resíduos produzidos pelo ser humano e que comprometem a qualidade da vida na terra. O cuidado com a terra é uma questão de liberdade e de responsabilidade.  Preocupar-se com o futuro das gerações depende da visão de bem comum que se tem na atualidade. E bem comum é é uma questão de ética.

 Em seguida os filósofos trataram de responder quem é o ser humano. De onde vem? Porque ele existe? Para onde ele vai? E etc. para esta forma de fazer filosofia se denominou de ontologia (ciência do Ser). Ao longo do tempo muitos pensadores deram respostas diferentes sobre os modos como o ser humano poderia alcançar o conhecimento, e ter posse da verdade. Uma coisa é certa: A verdade plena, absoluta, total, completa nunca será de domínio do ser humano. Ele apenas poderá conhecer uma parte da verdade.
Os filósofos foram descobrindo que muitas explicações que haviam sido dadas como de origem divina, ou atribuída aos deuses eram, na verdade, apenas mitos, ou seja, explicações fantasiosas da verdade. É sabido que o conhecimento precisa distinguir duas situações: O que essencialmente uma coisa é e o que ela parece ser. Essa diferenciação foi definida pelos filósofos como “Substância e Acidente”, que em filosofia quer dizer: Substância é aquilo que uma determinada coisa é, que a compõe; Acidente é o modo como uma determinada coisa aparece, ou é mostrada. De modo que aquilo que a coisa “É” permanece sempre, mas o modo como ela se apresenta, ou seja “O acidente” como ela parece ser é o que muda.
Dito isto fica mais fácil compreender que para que um determinado conhecimento seja possível ele precisa ter um método, isso é, percorrer um caminho. Os Filósofos antigos disseram que o caminho a ser percorrido tem pelo menos cinco passos:
a)            Sentidos – Como a pessoa vê uma determinada verdade;
b)            Abstração – Como  a pessoa interpreta uma determinada verdade;
c)            Imaginação – Como a pessoa imagina que aquela verdade poderia ser ou deixar de ser;
d)            Memorização – Aquilo que a inteligência humana pode guardar de uma determinada verdade;
e)            Interpretação – Como a pessoa consegue explicar a verdade que conheceu.
Neste sentido se chama filósofo a pessoa que não se conforma com aquilo que vê ou ouve. Muito menos pode ser considerado um “amigo da sabedoria” a pessoa que não faz perguntas sobre aquilo que lhe é apresentado como sendo verdadeiro.
Então o ser humano pode ter duas atitudes:
a)            Se conformar com aquilo que já sabe – permanecer ignorante e leigo em determinados assuntos;
b)            Querer saber mais e usar todas as suas possibilidades para saber mais, descobrir melhor a verdade.

COMPREENSÕES FILOSÓFICAS DE LIBERDADE
Assistir ao filme: Mensagem para vida: 

Ao longo de toda a história da filosofia, homens e mulheres manifestaram a angústia humana em relação à existência e a vivência da liberdade. Claro está que a liberdade humana é condicionada à sua história, sua cultura, seus valores, etc. Em filosofia é preciso distinguir, pelo menos, quatro realidades: Livre-arbítrio; determinismo, necessidade e liberdade.
a)            Livre arbítrio é a capacidade que o sujeito tem, com base apenas na sua consciência determinar a sua própria conduta. Isso se chama liberdade de autodeterminação que é ao mesmo tempo uma decisão independente de qualquer fator externo mas apenas das suas próprias intenções.
b)            Determinismo é a doutrina que simplesmente nega o livre arbítrio, de acordo com este conceito tudo no universo está submetido à necessidade.
c)            Necessidade – a palavra é tão clara que não poderia ser diferente. É necessário, não pode ser de outro jeito.
d)            Liberdade, é ao mesmo tempo nascer do mundo e nascer no mundo. O mundo já está construído, mas não está pronto. Enquanto mundo pronto o ser humano é apenas solicitado a estar nele, enquanto em eterno DEVIR o ser humano está aberto (livre) para uma infinidade de possibilidades.
Afirma-se que o filósofo Voltaire (François Marie Arouet) teria afirmado: “Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo”. Tal afirmação representa o ideal iluminista de defesa da liberdade de expressão. Trata-se de uma conquista recente da civilização que durante muito tempo foi mergulhada na intolerância que condenou Sócrates, Jesus, Galileu, Dom Helder Câmara, Vladimir Herzog, Olga Benário, Leonardo Boff, e tantos outros. A censura, a condenação ao silêncio e ao esquecimento é ainda hoje uma atitude para todos os que são considerados fora dos padrões socialmente aceitos.

O QUE É MESMO LIBERDADE?

Ouvir a canção “Era uma vez uma coisa” : http://www.youtube.com/watch?v=g63J035_Bm8

Segundo Cecília Meireles: “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.
Todo ser humano, em algum momento da vida, se sentiu preso, sem liberdade para fazer o que gostaria de fazer, ou muitas vezes sendo livre acaba escolhendo segundo as vontades alheias. Não é raro que, sendo livre, acaba querendo o que os outros querem que se queira. A filosofia como ferramenta para o pensar, pode nos ajudar a entender melhor a liberdade bem como explicá-la.
A liberdade sempre foi uma questão fundamental na história da humanidade, o decorrer do tempo fez perceber que o este condição levou algumas pessoas a pagar um preço muito alto por sua liberdade; pessoas foram presas, torturadas, mortas, queimadas, perseguidas e etc.
“Liberdade, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”, observe como se comporta o cachorro, um pássaro, uma criança, etc...
Liberdade é uma questão de escolha e o modus vivendi (acordo entre pessoas que tem opiniões diferentes) revela sobre o tema muita instabilidade e incerteza. O ser humano não tem certeza sobre o dia de amanhã, nem pra onde e quando vai. Como um alivio para a ansiedade existencial, busca formas para não pensar sobre isso, outras vezes se refugia em crenças religiosas ou científicas que se apresentam como seguras e estáveis.
A existência humana vai sendo construída todos os dias, o “bicho homem” não é um indivíduo pronto e acabado. Sendo um ser em movimento ele tem inúmeras possibilidade de escolhas. O existir humano é revelador de escolhas, assim, por exemplo, os pais escolher ter filhos, os filhos escolhem optar pela vida todos os dias.
Ser livre implica em ter capacidade para fazer escolhas e renúncias de acordo com o grau de importância. Ir para a escola ou ficar em casa num dia de frio, de jogo, de cansaço. Votar num determinado candidato, ou proposta, namorar ou deixar de namorar, se alimentar, beber, etc... A escolha de cada um nunca é uma decisão sem influência coletiva e por isso mesmo são reveladoras do grau de responsabilidade.
Uma vez que o ser humano vive socialmente o exercício da liberdade individual influência todos os demais com quem ele convive.
Neste sentido o filósofo Sartre afirmou que “Quando Eu escolho torno-me humano e escolho não apenas a mim, mas a toda a humanidade. As escolhas é que determinarão a existência”
Skinner, psicólogo americano escreveu um livro intitulado: “Além da liberdade e da dignidade”  no qual ele contextualiza a liberdade afirmando que o determinante para ser livre são os limites que a liberdade impõe. Segundo o autor o que garante a liberdade é exatamente o mesmo que limita. Por exemplo: “não posso sair na rua nú...” “Não posso faltar ao trabalho ou chegar atrasado...” “Não posso ficar sem me alimentar...” A liberdade só existe na medida em que se conhece as fontes que a controlam.

Neste sentido, exercer a liberdade em relação ao uso adequado dos bens da terra implica em compreender que eles não pertencem a um determinado sujeito, mas estão a serviço deste, do outro, daquele outro a fim de que sejam preservados para a posteridade. Neste caso liberdade é uma questão de consciência sustentável. 

FILÓSOFOS E A LIBERDADE

Diversos filósofos estudaram e publicaram suas obras sobre a liberdade, como Marx, Sartre, Descartes, Kant, e outros. Para Descartes a liberdade é motivada pela decisão do próprio indivíduo, mas muitas vezes essa vontade depende de outros fatores, como dinheiro ou bens materiais.
Segundo Kant, liberdade está relacionado com autonia, é o direito do indivíduo dar suas próprias regras, que devem ser seguidas racionalmente. Essa liberdade só ocorre realmente, através do conhecimento das leis morais e não apenas pela própria vontade da pessoa. Kant diz que a liberdade é o livre arbítrio e não deve ser relacionado com as leis.
Para Sartre, a liberdade é a condição de vida do ser humano, o princípio do homem é ser livre. O homem é livre por si mesmo, independente dos fatores do mundo, das coisas que ocorrem, ele é livre para fazer o que tiver vontade.
Karl Marx diz que a liberdade humana é uma prática dos indivíduos, e ela está diretamente ligada aos bens materiais. Os indivíduos manifestam sua liberdade em grupo, e criam seu próprio mundo, com seus próprios interesses.







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