TURMA 105 e 106 - ATIVIDADES DE FILOSOFIA - 3º BIMESTRE 2013

ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
9ª GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO - VIDEIRA
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROF.ª ADELINA RÉGIS

3º BIMESTRE 2013
LETRA DA MÚSICA PARA OS ALUNOS COPIAR NO PRIMEIRO DIA DE AULA DO SEGUNDO SEMESTRE

Tom Zé - Tô
Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar
Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar
Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar



OS VÁRIOS SENTIDOS DA PALAVRA RAZÃO

Desde que se começou a estudar filosofia tem se claro que se trata de uma ciência procurando o porquê das coisas. Isto é, querendo responder às perguntas que mais angustiam o ser humano. As respostas estavam primeiro direcionadas para a natureza: De onde vem o mundo? Como ele é feito? E assim por diante. É o que se chamou de Filosofia da Natureza, ou cosmologia. A primeira resposta que os filósofos encontraram foi afirmar que o universo teve sua origem em quatro elementos:
a)                  Ar
b)                 Água
c)                  Terra
d)                 Fogo

FILOSOFANDO: - Neste semestre a escola toda, e todas as disciplinas vão trabalhar com um projeto que se chama Sustentabilidade e meio ambiente. A disciplina de filosofia vai  procurar cuidar da Terra, como a casa mãe. E para isso tratar de reduzir os resíduos produzidos pelo ser humano e que comprometem a qualidade da vida na terra.

 Em seguida os filósofos trataram de responder quem é o ser humano. De onde vem? Porque ele existe? Para onde ele vai? E etc. para esta forma de fazer filosofia se denominou de ontologia (ciência do Ser). Ao longo do tempo muitos pensadores deram respostas diferentes sobre os modos como o ser humano poderia alcançar o conhecimento, e ter posse da verdade. Uma coisa é certa: A verdade plena, absoluta, total, completa nunca será de domínio do ser humano. Ele apenas poderá conhecer uma parte da verdade.
Os filósofos foram descobrindo que muitas explicações que haviam sido dadas como de origem divina, ou atribuída aos deuses eram, na verdade, apenas mitos, ou seja, explicações fantasiosas da verdade. É sabido que o conhecimento precisa distinguir duas situações: O que essencialmente uma coisa é e o que ela parece ser. Essa diferenciação foi definida pelos filósofos como “Substância e Acidente”, que em filosofia quer dizer: Substância é aquilo que uma determinada coisa é, que a compõe; Acidente é o modo como uma determinada coisa aparece, ou é mostrada. De modo que aquilo que a coisa “É” permanece sempre, mas o modo como ela se apresenta, ou seja “O acidente” como ela parece ser é o que muda.
Dito isto fica mais fácil compreender que para que um determinado conhecimento seja possível ele precisa ter um método, isso é, percorrer um caminho. Os Filósofos antigos disseram que o caminho a ser percorrido tem pelo menos cinco passos:
a)                  Sentidos – Como a pessoa vê uma determinada verdade;
b)                 Abstração – Como  a pessoa interpreta uma determinada verdade;
c)                  Imaginação – Como a pessoa imagina que aquela verdade poderia ser ou deixar de ser;
d)                 Memorização – Aquilo que a inteligência humana pode guardar de uma determinada verdade;
e)                 Interpretação – Como a pessoa consegue explicar a verdade que conheceu.
Neste sentido se chama filósofo a pessoa que não se conforma com aquilo que vê ou ouve. Muito menos pode ser considerado um “amigo da sabedoria” a pessoa que não faz perguntas sobre aquilo que lhe é apresentado como sendo verdadeiro.
Então o ser humano pode ter duas atitudes:
a)                  Se conformar com aquilo que já sabe – permanecer ignorante e leigo em determinados assuntos;
b)                 Querer saber mais e usar todas as suas possibilidades para saber mais, descobrir melhor a verdade.
Depois desta breve introdução, surge a palavra RAZÃO com seus diversos significados.
Normalmente se está acostumado usar essa palavra para dizer quem está com a verdade. Por exemplo: “Eu estou com a razão” e quando se usa esta expressão é para dizer se tem certeza de alguma coisa. Ou então, diante de uma situação que exige tomar “partido” se diz: “Este ou aquele perdeu a razão”. Você já deve ter ouvido falar de alguma pessoa que passou por uma doença grave e ficou inconsciente, e à medida que vai recuperando a memória se diz: “Ela está lucida, recuperou a razão”. Usam-se normalmente frases do tipo: “Se você me disser a razão por que quer isso ou aquilo, sou capaz de atender seu pedido”.  É também muito comum que alguém fale sobre o tema com a seguinte pergunta: “Porque razão aconteceu isso?”.
De modos que o sentido da palavra é aplicado de muitas maneiras. Em filosofia a palavra significa: Clareza de uma ideia, verdade sobre alguma coisa, julgamento correto sobre aquilo que as coisas são. Por isso se diz que a filosofia é uma ciência racional.
O filósofo francês Blaise Pascal, que viveu no século XVII afirmou: “O coração tem razões que a razão desconhece”. Nesta frase se pode entender que a palavra é aplicada para dizer que a pessoa tem muitos motivos para agir desta ou daquela maneira.  Na poesia e na música a palavra é utilizada em forma de metáfora e também tem muitos outros sentidos.
Para resolver problemas de matemática e física, ou até mesmo para lidar com informática a pessoa precisa fazer uso da razão. Nos jogos de carta ou de mesa os jogadores precisam raciocinar para produzir a melhor jogada. Algumas vezes um trabalho que você apresenta ao professor é avaliado como pouco claro, ou a resposta não foi entendida então se diz que não é racional.
Com todas estas explicações é possível concluir que existem duas maneiras de compreender o sentido da palavra razão.
a)                  Razão Objetiva;
b)                 Razão subjetiva.
Quando se diz que ela é objetiva, não depende de juízos e interpretações, diz respeito ao objeto. É aquilo e pronto. Quando se diz que é subjetiva fica aberta a possibilidade de criar novas interpretações, diz respeito ao sujeito. A filosofia se preocupa com estas duas formas.
A palavra tem sua raiz na língua Latina – RATIO – e significa: Contar, medir, juntar, separar, calcular. Cada uma destas ações humanas  implica o uso da razão. Por exemplo: quando  se mede alguma coisa; quando conta; quando joga ou escreve  aquele que realiza a ação está fazendo uso da razão.
Em Resumo:  Razão é a capacidade intelectual para pensar, medir e  exprimir-se  de modo correto e claro. A razão é uma maneira de organizar a realidade de modo a poder compreendê-la.
Pelo menos quatro atitudes, não tem sintonia com o pensamento racional:
a)                  Ilusão – quando um determinado conhecimento não passa de ilusão. Podem ser considerado como ilusão determinados costumes, preconceitos, opiniões.
b)                 Emoções – normalmente são cegas, desordenadas, contrária uma das outras, quase sempre são carregadas de paixão.
c)                  Fundamentalismo religioso – quando se acredita em uma determinada verdade sobrenatural e não se faz, sobre esta  verdade nenhum questionamento. Por exemplo: Fundamentalismo que impele determinadas pessoas a agir como se tudo fosse “vontade dos deuses”
d)                 Êxtase místico – o sujeito acredita que tem relação direta com os seres divinos ou de outros mundos. Tal atitude faz abandonar qualquer outra atividade humana.

PINCÍPIOS RACIONAIS

A fim de não “endeusar” a racionalidade desde o início, a filosofia estabeleceu alguns princípios que ajudam compreender quando uma determinada verdade racional está de acordo com a própria realidade.  Isto significa dizer que a própria razão respeita regras. Por exemplo: regras matemáticas; regras de um determinado jogo; regras da escola; regras da família; regras no trânsito. Em outras palavras a razão é o termômetro para determinar o limite até onde vai a liberdade dos sujeitos.
Os princípios racionais são:
a)                  Identidade – Aquilo que é não pode não ser. Por exemplo: A carteira de identidade identifica o seu portador; as digitais de uma pessoa; a arcada dentária de um animal ou ser humano;  isso é o que se chama de “obvio”.
b)                 Não contradição – Uma coisa ou pessoa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Isso só acontece no teatro, no filme, na novela. Na vida real as pessoas são e pronto. Uma coisa “É” e pronto. Uma mesa é uma mesa, até que ela deixe de ser.
c)                  Exclusão – Determinada situação é aquela e não pode ser outra. Por exemplo: João não é Pedro; Silêncio não é corre-corre.
d)                 Suficiente – Nada do que existe é por acaso. Por exemplo:  Um aluno estuda como consequência tem notas boas, o contrário é impossível.
É preciso também não esquecer que, na atualidade, a razão, algumas vezes ganha importância exagerada. Não se pode esquecer que a compreensão racional das coisas e do mundo surgiu de uma necessidade do ser humano em melhor compreender as coisas e tudo o que lhe dizia respeito. O avanço tecnológico traz ao alcance do sujeito da modernidade muitas outras verdades e informações que eram impossíveis em outros tempos.
Quando se trata disso é preciso ser também racional no uso de tudo o que está a disposição para dar ao ser humano mais qualidade de vida.



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