Meus queridos irmãos e irmãs em Cristo, Que
Deus está no princípio de todas as coisas é ponto pacífico, como nos
revela a liturgia da Vigília Pascal: desde a criação, marcada pela mão divina,
até a travessia do deserto rumo à Terra Prometida, Deus intervém na história
para salvar os que O amam.
A Mão de Deus na Criação e na História:
Deus forma o mundo do nada, separa luz das trevas, e no Êxodo liberta Israel
das águas do Mar Vermelho, guiando-o pelo deserto a um novo estilo de vida e São
Paulo nos confirma: “Todos participamos dos sofrimentos e da
morte de Cristo e com Ele ressuscitamos” (cf. Hb 4,14-16;
5,7-9) Jesus, nosso Sumo Sacerdote, aprendeu a obediência pelo sofrimento
e tornou-se fonte de salvação eterna. Como as mulheres que, de madrugada,
correram ao sepulcro vazio, e os discípulos chamados a encontrá-Lo na Galileia,
nós somos convidados a essa experiência pascal.
Pensem na Virgem Maria, ícone deste dia: em silêncio, ela espera, confiante na
Palavra do Senhor o sábado santo é terra de ninguém entre Morte e Ressurreição,
onde Cristo, solidário com os mortos, enche o vazio com misericórdia infinita.
Hoje, em nossas noites escuras – lutos, incertezas, solidão –,
Deus intervém como no deserto: maná de graça, coluna de fogo. Participando dos
sofrimentos de Cristo na Missa, no jejum, na oração, ressuscitamos com Ele no
Batismo e na Eucaristia.
Vivamos a Espera Ativa
Irmãos,
fazendo deste Sábado um retiro: conforme rezamos nos Salmos, “Sê forte, e o teu
coração será corajoso, todos vós que esperais no Senhor!” (Sl
31,25).
No silêncio, Deus age; na espera, vence a
Morte! Cantemos já a vitória de Cristo: “Eu vos louvarei,
Senhor, com todo o meu coração” (Sl 31). Maria, a mãe da
esperança, intercede por nós. Amém.
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