AMOR PARTILHADO COM A NOSSA HUMANIDADE
Que
Deus desceu e na pessoa de Jesus Cristo armou sua tenda entre nós, já é um
ponto pacífico para todos. A caminhada da quaresma com sua culminância na
paixão, morte e ressurreição nos leva para a lição mais extraordinária do amor
divino que se faz gente.
Na
primeira leitura o profeta nos apresenta o servo sofredor, que mais tarde os
cristãos associaram à pessoa de Jesus Cristo. A figura do servo sofredor é o protótipo
de alguém que confia em Deus mesmo diante de todas as contrariedades da vida.
São
Paulo escreve para a comunidade dos filipenses e reforça a atitude de Jesus
obediente e pronto para servir até o ponto de entregar a própria vida.
No Evangelho
contemplamos como depois dos momentos de saudação vitoriosa como o Rei esperado,
Jesus enfrenta com serenidade a paixão e a morte como razão e por uma causa
nobre. Na cruz temos o amor escancarado que nada guarda para si.
O Evangelista Mateus reafirma diversas vezes que
as atitudes de Jesus durante sua paixão tinham por objetivo cumprir o que
estava nas escrituras e confirma sua confiança no Pai que não lhe abandonou,
como também não abandona aqueles que nele confiam.
Em
última análise, enquanto Adão trouxe a dor, a tristeza, o sofrimento e
fracasso, Cristo trouxe a exaltação e vida definitiva. Muitas vezes também a
sociedade contemporânea apresenta como modelos, os ganhadores, não os que põe a
sua vida a serviço, mas em Jesus temos garantido que os acontecimentos dessa
semana nos garantem que a vida não é um caminho de fracassados, mesmo com a
cruz de cada dia vislumbramos o domingo da páscoa, a pedra removida e o
sepulcro vazio.
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