segunda-feira, 13 de abril de 2026

HOMILIA PARA O DIA 24 DE MAIO DE 2026 - DOMINGO DE PENTECOSTES

 

BOA NOVA QUE ABRE AS FRONTEIRAS

 

No Domingo de Pentecostes, celebramos o Espírito Santo que vem como vento impetuoso e como línguas de fogo, enchendo a casa onde os discípulos estavam “juntos em um só lugar (At 2,1-2).1 E o prodígio supera o medo: todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas(At 2,4). Assim, a Boa Nova rompe fronteiras—cada pessoa ouve “em sua própria língua” as maravilhas de Deus** (At 2,6.11a).

Com a mesma confiança, a Igreja se volta ao louvor que brota do coração: Bendize, ó minha alma, o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome” (Sl 103,1). O louvor não é fuga da realidade, mas reconhecimento de que Deus é fonte de bens: Ele perdoa e curaresgata e coroa com amor e misericórdia (cf. Sl 103,3-4). Por isso, Pentecostes nos recorda que o Espírito não apenas comunica palavras, mas faz nascer em nós um coração novo que agradece e se deixa transformar pela misericórdia divina.

É o mesmo Espírito que distribui, com ordem e fecundidade, os dons na comunhão: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” e “atua tudo em todos (1Cor 12,4-6). Toda graça verdadeira faz reconhecer a fé:ninguém pode dizer: ‘Jesus é o Senhor’, senão pelo Espírito Santo(1Cor 12,3b). E os dons não existem para exibir a pessoa, mas para o bem comum (1Cor 12,7). Por isso também somos chamados a viver a unidade:assim também Cristo… pois todos nós, no único Espírito, fomos batizados em um só corpo” (1Cor 12,12-13).

Pentecostes, porém, não é apenas espetáculo: é envio. Na tarde do mesmo primeiro dia da semana, Jesus ressuscitado aparece e torna-se paz para a comunidade: A paz esteja convosco E, dizendo isso, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo (Jo 20,19.22). Daquele sopro nasce uma missão concreta: àqueles a quem perdoardes os pecados, eles serão perdoadose àqueles a quem os retiverdes, serão retidos(Jo 20,23). Desse modo, o Pentecostes que ouvimos no alto do céu deve descer ao cotidiano: onde há paz, reconciliação; onde há dons, serviço; onde há Espírito, unidade no Corpo, para que o mundo creia na misericórdia do Senhor.

 

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