quarta-feira, 29 de abril de 2026

HOMILIA PARA O DIA 31 DE MAIO DE 2026 - DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINTDADE

 

TRINDADE: MISTÉRIO DE AMOR

 

Neste domingo da Santíssima Trindade, a Igreja nos coloca diante do próprio “mistério de Deus que se revela como amor”: Pai, Filho e Espírito Santo. A liturgia não nos faz apenas pensar; ela nos faz entrar, com o coração e com a vida, no diálogo eterno do amor divino. Por isso, quando iniciamos a Missa e fazemos o sinal da cruz, confessamos que Deus não é distância: Ele nos chama, nos reúne e nos transforma. 

São Paulo, no fim de sua carta, começa com um convite concreto à comunhão: “ponham-se em ordem”, “escutem”, “estejam de acordo”, e “vivam em paz”; então, afirma ele, “o Deus do amor e da paz estará com vocês”. E conclui revelando como essa vida, no coração do povo, tem nome e rosto trinitário: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo” permanecem com todos. Não é um enfeite: é o modo como Deus sustenta a nossa vida e a nossa unidade. 

E o Evangelho nos revela a fonte desse amor. “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único”, para que quem crê “não pereça, mas tenha a vida eterna”. Note bem: Jesus não foi enviado para condenar, mas para que “o mundo seja salvo por Ele”. Por isso, há uma verdade exigente, mas cheia de misericórdia: “quem crê nele não é condenado”; já a falta de fé traz a condenação de um modo próprio, porque se rejeita o nome do Filho. A Trindade aparece aqui como um Deus que salva: amor que dá, Filho que vem, e Espírito que abre a passagem para a vida. 

Então, o que fazemos com isso na vida de cada dia? Guardamos a paz que vem do alto, pedindo a Deus que nos ajude a sair do ruído, da divisão e do orgulho, para sermos verdadeiros “um só corpo” na caridade; e, do lado de dentro, retomamos a pergunta simples: eu creio no Filho que me foi dado? Se a Trindade nos dá “graça”, “amor” e “comunhão”, é porque Deus quer que nossa fé vire jeito de viver — reconciliação, perdão, respeito e gestos de unidade. Até o modo de nos saudarmos na comunidade lembra que a paz cristã não é aparência: é comunhão verdadeira com Deus e com os irmãos. 

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