HOJE, NÃO FECHEIS O
VOSSO CORAÇÃO...
O Salmo de resposta que se reza
neste domingo na liturgia faz um convite insistente a crescer na Fé, cuja
preocupação era também a dos discípulos e que foi manifestada no texto do
Evangelho. Entretanto a Fé não é uma condição abstrata e sem conexão com a
vida.

O profeta Habacuc faz um lamento
diante de Deus por causa do sofrimento das pessoas que estão como que
pisoteadas pela impiedade: “Senhor,
até quando clamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti:
'Violência!', sem me socorreres? Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a
maldade?”. Porém o clamor do profeta não cai no vazio, Deus mesmo lhe
responde: “Quem
não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé” Dito de outra
maneira se pode compreender o texto como um convite para cultivar uma fé
operante, que valoriza e promove a vida, que garanta dignidade e alegria.
Já São Paulo, na carta a Timóteo, faz um
testamento de despedida que ao contrário de alimentar o medo, a dor e a
tristeza, encoraja para o testemunho: “Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição
das minhas mãos. Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós”.
E quando os discípulos pedem que Jesus lhes
aumente a fé, mais uma vez ele não trata a partir da quantidade, mas da
qualidade: “Se vós tivésseis fé,
mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira:
`Arranca-te daqui e planta-te no mar', e ela vos obedeceria”. E para
quem está convencido daquilo que bom e justo basta agir com a consciência do
dever cumprido. Nem mais, nem menos: “Assim também
vós: quando tiverdes feito tudo o que vos
mandaram, dizei: Somos servos inúteis;
fizemos o que devíamos fazer”.
Neste sentido a Palavra de Deus é um convite para
viver plenamente a serviço da vida sob a ótica da fé. Reconhecer que se é
convidado a ir muito além da mediocridade cotidiana cooperar com a obra de Deus
no mundo, precisamente nos locais onde ela está mais fragilizada e ameaçada. É aqui
que entra preocupação do papa Francisco: Cuidar dos jovens e dos velhos isso
parece ser o problema mais urgente que a Igreja tem pela frente.
Por isso mesmo os cristãos se reúnem para rezar
uns com os outros confiantes que o Senhor pode dar “mais do que merecemos e
pedimos”.
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