terça-feira, 20 de junho de 2017

LER É SEMPRE UM BOM REMÉDIO...


Se é o seu caso, não espere mais, seu livro preferido pode ser um dos títulos abaixo. Escrevi cada um deles falando de “coração para coração”. Adquira o seu e sinta o prazer de começar a leitura e ler de “capa a capa”. Posso lhe garantir que você vai se encantar com cada página daquilo que preparei para você.
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

HOMILIA PARA O DIA 18 DE JUNHO DE 2017

SOMOS O POVO E REBANHO DO SENHOR

Que a correria do mundo moderno afeta todas as relações pessoais, familiares e profissionais ninguém tem nenhuma dúvida. Ainda ecoa em nossos ouvidos a desastrosa derrota de sete a um da seleção brasileira na copa de 2014 e os meios de comunicação já iniciam a contagem regressiva para a copa do mundo de 2018 na Rússia. Esta e um sem número de outras situações ajudam a entender como o tempo e a contagem do tempo afetam o dia a dia das pessoas em todos os lugares e obviamente não resta outra coisa que não seja compreender, neste emaranhado de situações, as razões pelas quais a pessoa humana consome a sua existência.
As leituras deste 11º domingo do tempo comum permitem uma reflexão sobre as razões da existência e como melhor desempenhar as atividades que são confiadas ao longo da vida. No livro do Êxodo é Deus mesmo quem faz de Moisés seu interlocutor na construção da aliança com o povo que não se limita a realização de um fato extraordinário na história, mas o estabelece como uma nação santa, de quem a todos os adoradores do Deus único são de certa maneira herdeiros e continuadores.
Paulo escreve aos Romanos e enaltece o gesto de Deus realizado em Jesus Cristo: “Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”. Muito além de qualquer expectativa humana, Deus não age como quem faz uma “delação premiada”, isto é, pensando nas vantagens que teria realizando tal atitude. Pelo contrário Deus manifestou seu amor de modo incondicional. Ora, ser cristão no mundo contemporâneo, manifestar a fé e adesão ao projeto de Deus me meio à correria do cotidiano implica descobrir que Ele ama cada pessoa em particular e que o ajuda a enfrentar esperançoso e sereno todas as adversidades da vida. Deus mostra um amor que não é interesseiro e querendo levar vantagem em tudo, naturalmente esta haverá de ser também a atitude de todo aquele que aceitou seguir Jesus Cristo.
O Evangelho apresenta Jesus realizando sua mais extraordinária missão. Chamando os discípulos faz entender que o projeto de Deus iniciado com o povo do Antigo Testamento não se encerra na sua pessoa e na sua vida terrena. Chama os discípulos e os envia com tarefas bem específica: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita! Em vosso caminho, anunciai: O Reino dos Céus está próximo'. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar”.
Os doze representam a totalidade dos seguidores de Jesus, portanto, também as pessoas do terceiro milênio são desafiadas a fazer o mesmo anuncio e a lutar contra tudo o que escraviza, aliena e diminui a dignidade da vida e das pessoas. Em todos os lugares onde existam ameaças à vida e privação dos direitos das pessoas os cristãos são chamados a agir como Povo e Rebanho do Senhor, testemunhas de tudo o que ele pode fazer para transformar as realidades.
Que o Senhor ajude e conforte a todos pela oração, pela Palavra e fortaleça com a Eucaristia.



quinta-feira, 1 de junho de 2017

HOMILIA PARA O DOMINGO DE PENTECOSTES 2017

O ESPÍRITO SANTO IMPULSIONA O 
ANUNCIO DA VERDADE


As chuvas desta semana e os efeitos causado pelo excesso delas, o lançamento dos mísseis balísticos na Coreia do Norte com outras experiências de poderio militar nos Estados Unidos se tornaram conhecidos instantaneamente pelo mundo inteiro.
O Papa Francisco enviou mensagem para o dia mundial das comunicações sócias que se se celebrou no domingo passado, e o texto começava com as seguintes palavras:

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade. Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas).

A Palavra de Deus é uma boa notícia e na celebração de Pentecostes, que se celebra neste domingo, fica ainda mais clara esta sua função e finalidade. As leituras proclamadas na liturgia deste domingo apresentam a ação de Deus por meio do Espírito Santo nas comunidades cristãs primitivas ao mesmo tempo que convidam os cristãos e todas as pessoas do terceiro milênio a construir relações construtivas, cultura do encontro, confiança e verdade.
Os Atos dos Apóstolos permitem perceber que a ação de Deus alcança o mundo inteiro. O texto afirma que gente de todas as partes do mundo ouviram anunciar as maravilhas de Deus em sua própria língua porque todos ficaram cheios do Espírito Santo.
Pedir com a insistência o dom do Espírito Santo não é uma ação de pouca importância ou que tenha pequenos efeitos, pelo contrário, o dom do Espírito Santo tem por finalidade reconhecer as grandes obras do Senhor e que Ele mesmo é fonte de alegria e segurança para a vida de todos.
E São Paulo aos Coríntios faz uma afirmação que se aplica também aos cristãos da atualidade:
De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

Ora, o Espírito que foi dado por Jesus tem a sublime missão de garantir a construção da paz, do perdão e da comunhão:

Como o Pai me enviou, também eu vos envio'. E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos. 

Passados mais de 2000 anos daquele extraordinário acontecimento, mais do que nunca o Espírito do Senhor continua sendo derramado sobre a Igreja e sobre todas as pessoas. Mais do que nunca as exigências e desafios do mundo contemporâneo pedem que as pessoas sejam capazes de utilizar o progresso tecnológico para promover a paz, a comunhão, a caridade, o diálogo fraterno.
O Espírito impulsiona as pessoas exercerem com franqueza e firmeza mostrando abertamente os pecados, as contradições, as injustiças e ameaças presentes na atualidade. É o mesmo Espírito quem faz renascer para a vida em Deus e proclamar que é possível um mundo de paz e um tempo de graça.
Que a oração de todos fortaleça os laços da paz e da caridade entre todos em todos os lugares.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

HOMILIA PARA A CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA NA SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS – 02/06/2017 - FLORIANÓPOLIS – SC

É O AMOR DE CRISTO QUE NOS MOVE

Dentre as diversas publicações da jornalista e poetisa Martha Medeiros, uma delas se intitula: Recall da Alma. No terceiro parágrafo se lê:

Seu retrovisor interno é muito grande! Como é que eu deixei você ir para rua assim? Você vive olhando para trás, tem mania de perseguição, não se livra do passado. Vou diminuir esta sua tentação de ficar vivendo de lembranças para que você ganhe uma área maior de visão frontal”.

Porque começo a minha fala nesta noite ecumênica citando Martha Medeiros e a paráfrase do retrovisor? Simples assim: do ponto de vista da perspectiva ecumênica é muito cômodo fixar nosso olhar nos erros daqueles que nos antecederam atribuindo-lhes a culpa e responsabilidade pelas divisões no “Corpo de Cristo”.
A Semana de oração pela Unidade Cristã em 2017 tem sua inspiração na segunda carta aos Coríntios, no capítulo 5. A Bíblia na Linguagem de Hoje, traduz os versículos 14, 19 e 20 com as seguintes palavras:

“Porque somos dominados pelo amor que Cristo tem por nós... A nossa mensagem é esta: Deus não leva em conta os pecados dos seres humanos e, por meio de Cristo, ele está fazendo com que eles sejam seus amigos... Portanto estamos aqui falando em nome de Cristo, como se o próprio Deus estivesse pedindo por meio de nós. Em nome de Cristo nós pedimos a vocês que deixem que Deus os transforme de inimigos em amigos dele”.

Inspirados nessa Palavra somos chamados a deixar-nos reconciliar e nesse processo é necessário reduzir o retrovisor interno, de modo que os pecados e erros passados, sirvam apenas como balizas e que não fiquemos vivendo de lembranças, mas que alarguemos nossa visão frontal compreendendo cada vez melhor que Reconciliação é muito mais do que uma escolha institucional, mas uma atitude inerente à condição de cristãos. Esta atitude deve animar as Igrejas Cristãs a compreenderem que reconciliação é missão essencial da comunidade eclesial.
Nesse contexto permitam-me citar a DECLARAÇÃO COMUM DE SUA SANTIDADE FRANCISCO E DE SUA SANTIDADE TAWADROS II Patriarca de São Marcos no Egito, assinada em abril de 2017. No documento os dois líderes cristãos afirmam:
Conscientes de que ainda há tanto caminho a fazer nesta peregrinação, recordamos o muito que já foi alcançado. O nosso desejo ardente de unidade encontra inspiração na oração de Cristo «para que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Para isso aprofundemos as raízes que compartilhamos na única fé apostólica.  O testemunho cristão que compartilhamos é um sinal providencial de reconciliação e esperança para a sociedade egípcia e suas instituições, uma semente semeada para frutificar na justiça e na paz. Intensifiquemos a nossa oração incessante por todos os cristãos no Egito e em todo o mundo, especialmente no Médio Oriente. Alguns acontecimentos trágicos e o sangue derramado pelos nossos fiéis, perseguidos e mortos unicamente pelo motivo de ser cristãos, recordam-nos ainda mais que o ecumenismo dos mártires nos une e encoraja no caminho da paz e da reconciliação. Pois, como escreve São Paulo, «se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26).  O mistério de Jesus, que morreu e ressuscitou por amor, situa-se no coração do nosso caminho para a plena unidade. Mais uma vez, os mártires são os nossos guias. Na Igreja primitiva, o sangue dos mártires foi semente de novos cristãos; assim também, em nossos dias, o sangue de tantos mártires seja semente de unidade entre todos os discípulos de Cristo, sinal e instrumento de comunhão e de paz para o mundo. Obedientes à ação do Espírito Santo, que santifica a Igreja, a sustenta ao longo dos séculos e conduz àquela unidade plena pela qual Cristo rezou.

Para concluir esta reflexão, permitam-me citar alguns fragmentos da Palavra de Deus proclamada hoje e que podem nos servir de balizas para a construção da comunhão:

 “A aliança que estou fazendo para sempre com você e com seus descendentes é a seguinte: Eu serei para sempre o Deus de Vocês... alegremo-nos então pelas obras que Deus faz por meio do seu Cristo, elevemos com os anjos Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra para as pessoas a quem Ele quer bem”.

Com esta motivação proclamemos cantando “Porque Ele fez e Ele faz maravilhas, cantai ao Senhor, cantai ao Senhor!”









sexta-feira, 26 de maio de 2017

HOMILIA PARA O DIA 28 DE MAIO DE 2017

A ASCENSÃO DO SENHOR, JÁ É NOSSA VITÓRIA

Atos dos Apóstolos 1,1-11; Salmo - 46,2-3.6-7.8-9 (R.6); Efésios 1,17-23; Mateus 28,16-20


Em 2016 as pesquisas mostraram que 92 milhões de brasileiros utilizavam as redes sociais. O Brasil é o país com maior índice de pessoas conectadas. Raramente uma pessoa que tenha acesso à internet também não tenha baixado um ou mais aplicativos para se comunicar instantaneamente. Grupos surgem a todo momento para fazer contato sobre quase todas as situações. É claro que esta facilidade de comunicação é muito positiva sempre que o recurso for bem utilizado. Mas é verdade também que toda novidade nem sempre é bem aproveitada e seu uso muitas vezes limita o seu potencial transmissor de vida e de boas notícias. Isso vale também para o rádio, para a televisão, paras os jornais e todas as demais formas de comunicação utilizadas nos diversos tempos e povos.
Neste domingo que o mundo recorda o dia mundial das comunicações sociais a Igreja também celebra a Ascensão de Jesus ao céu. A fé que sustentou os discípulos foi a certeza de que Jesus não tinha se ausentado da vida deles. Desde muito cedo a comunidade dos que acreditaram na palavra dos discípulos tinha a certeza que Jesus estava com eles.
Em meio a todas as simpatias e antipatias que a pregação da boa noticia de Jesus gerava entre os que acreditavam e os que não creram neles permanecia a esperança e a confiança que o Senhor elevado aos céus era a força e a garantia de sucesso para todos os seus empreendimentos.
A promessa de que o “poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra” encorajou os seguidores de Jesus a anunciar e preparar novos tempos.
Cantar que Deus é o grande rei de toda a terra e que Jesus Cristo, o filho amado estava sentado no seu trono glorioso fez os discípulos continuarem firmes construindo um caminho de serviço e de amor solidário e comprometido com a causa de todos.
Percebendo como muitas pessoas estavam aceitando o batismo e a palavra a Igreja dos primeiros tempos não tinha dificuldade de compreender as palavras de Jesus ditas no evangelho de hoje: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.
Também às pessoas neste terceiro milênio e obviamente aos cristãos que as palavras de Jesus continuam tendo uma atualidade extraordinária como afirma o Papa Francisco “Ide partilhar a experiência da fé, testemunhar o Evangelho com a força do amor, dando-se por inteiro como fez também Jesus. Não há fronteiras, não há limites, a boa notícia é para todos. Ser uma Igreja em saída capaz de ouvir o clamor de tantos que pedem o fim da corrupção, do desemprego, da mentira, da politicagem, do salve-se quem puder.

Que também os cristãos conectados com as redes sociais saibam e sejam conscientes e façam uso adequado de todos os recursos que a inteligência humana disponibiliza para que as maravilhas de Deus sejam anunciadas e vividas por todos. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

HOMILIA PARA O DIA 21 DE MAIO DE 2017

PARA VIVER NO AMOR RECÍPROCO
6º DOMINGO DA PÁSCOA
ANO A

Atos, 8, 5-8.14-17; Salmo 65; 1Pedro 3,15-18; João 14,15-21
O Papa Francisco em sua recente viagem ao Egito, teve um encontro com o Patriarca da Igreja Católica do Egito, também chamado de Papa de Alexandria. Do encontro resultou uma Declaração Comum entre as duas Igrejas. Dentre as diversas afirmações sobre a unidade se lê no documento: “Deixemo-nos guiar pelos ensinamentos e o exemplo do apóstolo Paulo, que escreve: «[Esforçai-vos] por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz. Intensifiquemos a nossa oração incessante por todos os cristãos no Egito e em todo o mundo, especialmente no Médio Oriente. Alguns acontecimentos trágicos e o sangue derramado pelos nossos fiéis, perseguidos e mortos unicamente pelo motivo de ser cristãos, recordam-nos ainda mais que o ecumenismo dos mártires nos une e encoraja no caminho da paz e da reconciliação. Pois, como escreve São Paulo, «se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros”
A realidade de sofrimento, provações, corrupção e martírio que se espalha pelo mundo hoje, também fez parte da vida dos cristãos em todos os tempos. Apesar disso os discípulos nunca esmoreceram na missão de anunciar Cristo e a sua boa noticia ao mundo. Na primeira leitura vemos Felipe que foi a uma cidade da Samaria, anunciou o Evangelho que trouxe grande alegria a todos.
A carta de São Pedro, que é a segunda leitura deste domingo, está inserida no contexto das perseguições que os cristãos sofriam no final do primeiro século. Apesar disso ele insiste: Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre Prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência”.
O pedido de Pedro, não é outra coisa senão a confirmação das palavras de Jesus no Evangelho: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós”.
Esta certeza que animou os primeiros cristãos fez com que cantassem o salmo: “Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor”.

Que as pessoas e sociedades de hoje, marcadas por “Acontecimentos trágicos e o sangue derramado pelos nossos fiéis” pelo grave momento nacional, como dizem nossos bispos: “O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna”(Nota Oficial da CNBB na 55ª AG), não percam a confiança que o Espírito Santo de Deus ajudará o “povo brasileiro ter coragem, fé e esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada”. Amemo-nos uns aos outros, porque o Amor vem de Deus!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

HOMILIA PARA O DIA 14 DE MAIO DE 2017

TENHAM FÉ EM DEUS...
5º DOMINGO DA PÁSCOA
ANO A

Atos, 6,1-7; Salmo 32; 1 Pedro, 2, 4 -9; João 14, 1-12

Dentre as situações que fazem uma pessoa perder a paciência e os nervos aflorar à pele é estar no trânsito e se sentir perdido. O GPS não funciona, a informação que lhe foi dada não corresponde, o endereço onde quer chegar não existe e assim por diante. São todas situações que aumentam o stress e que resultam em uma série de outras dificuldades de relacionamento e nem sempre a solução para a situação termina com tranquilidade.
O texto do Evangelho de hoje foi relido pelos discípulos depois da morte e ressurreição de Jesus é uma típica narração de pessoas que sabiam o que queriam, mas não tinha certeza de como alcançar o objetivo e qual seria a alternativa mais acertada.
Jesus começa fazendo uma afirmação e pedindo uma resposta: “Não fiquem preocupados, antes tenham fé em Deus e em mim”.  O diálogo de Jesus com Tomé e Filipe tenta esclarecer duas situações. Por onde ir e qual será o ponto de Chegada: “Como podemos conhecer o caminho? E Senhor mostra-nos o Pai?” A Resposta de Jesus reafirma que só a aceitação da sua pessoa e da sua doutrina poderá levar por estradas certas e chegar ao destino com segurança: “Quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”. Isso começava a ficar claro para os discípulos vendo como a obra de Jesus e a sua missão estava ganhando corpo e tendo aceitação.
Na primeira leitura está mais do que evidente que a fé em Jesus estava dando resultados: Naqueles dias: o número dos discípulos tinha aumentado. Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama. Eles foram apresentados aos apóstolos,
que oraram e impuseram as mãos sobre eles. Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé”
.
E na segunda leitura Pedro afirma que aqueles que não acreditaram no caminho tropeçaram e tiveram dificuldade para ir adiante, pelo contrário, falando aos crentes ele diz: Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas
para a sua luz maravilhosa”.
 
Com esta certeza os cristãos recuperam a oração do povo de Israel e proclamam como se faz no salmo deste domingo: “Alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor”.
Também a vida de cada pessoa em todos os tempos é feita de acertos, fracassos, medos e preocupações, é um longo caminho que vai sendo construindo todos os dias. As informações e ajuda que se busca precisam ser claras e bem entendidas para que se possa chegar a bom termo. Como cristãos é importante se perguntar sobre a coerência entre aquilo que se deseja e a maneira como se leva a vida e se executa cada uma das atribuições e responsabilidades.

Que a oração de todos ajude a tranquilizar o coração de cada um a fim de que a construção de um tempo de justiça e paz aconteça e que se reconheça o verdadeiro e único caminho que conduz à plenitude da vida.