sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

HOMILIA PARA O DIA 20 DE JANEIRO DE 2019 - 2º DOMINGO COMUM - ANO C


ALIANÇA QUE GERA COMUNHÃO

Na próxima terça feira o Papa Francisco chega na República do Panamá, na América Central, onde participará da Jornada Mundial da Juventude. Dom José Domingo, Arcebispo Panamenho está acolhendo os 200 mil jovens de 115 países e o Papa Francisco com a seguinte afirmação: “Aqui está uma Igreja jovem, alegre, autêntica, multiétnica, pluricultural, com uma fé viva, com compromisso de anunciar o Evangelho”. Esta definição da Igreja daquele país tem tudo a ver com as leituras da Palavra de Deus proclamadas na liturgia deste domingo.
Em outras palavras São Paulo afirmou aos coríntios a mesma coisa: Há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum”. São Paulo deixa bem claro que as diferenças de cada pessoa e de cada comunidade ganham importância quando em relação com o mesmo e único Deus. Não existem dons e carismas mais importantes e necessários, mas todos precisam ser reflexos a Trindade e espaços de comunhão.
O profeta Isaias falou ao povo que acabava de retornar do Exílio e afirma que Deus refez com eles sua aliança e que todo o povo será tratado com uma jovem esposa recebendo todo cuidado e atenção de modo que possa manifestar a alegria de pertencer ao único Deus.
A conhecidíssima história das Bodas de Caná pede sempre uma nova interpretação. No contexto da Jornada Mundial da Juventude parece importante destacar três personagens do Evangelho que, de alguma maneira, estão presentes ou deveriam estar presentes na vida da Igreja e das comunidades e que permitem perceber a ação de Deus no meio do seu povo.
Uma autêntica festividade precisa estar regada de um bom vinho. A falta dele mostra como a aliança se tornou estéril e improdutiva. As talhas estão vazias e, portanto, não servem para nada, trata-se de um aparato inútil. Na linguagem de Isaias que declarou o encontro de Deus com seu povo como uma festa de casamento, as talhas vazias significam que a festa prevista por Deus não está completa, se tornou estéril e sem vida.
Neste contexto de esterilidade aparecem os três personagens a ser compreendidos no evangelho. Em primeiro lugar está a Mãe que percebe a situação intolerável e desprovida de alegria da festa de casamento quando falta o vinho da autenticidade, da jovialidade, da alegria e do compromisso.
A segunda figura são os chefes do povo de Israel, representados pelo chefe da mesa. Estes acomodados na sua condição não percebem e nem se preocupam com a esterilidade e o com fim da festa.
Finalmente estão aqueles que servem. Dispostos a colaborar com o Messias e prontos para fazer “tudo o que Ele disser”. São eles que enchem as talhas, que levam ao chefe da mesa, que devolvem a alegria aos convidados.
As bodas de Caná se constituem no programa de Jesus para devolver a alegria, o amor e a festa do encontro entre Deus e a humanidade.
Iluminados pela Palavra de Deus e inspirados pela declaração do bispo do Panamá: Aqui está uma Igreja jovem, alegre, autêntica, multiétnica, pluricultural, com uma fé viva, com compromisso de anunciar o Evangelho” é importante que também cada pessoa se pergunte: A minha participação na Igreja se identifica com quem: Maria Preocupada com a falta de vinho e do verdadeiro encontro entre Deus e a humanidade? Com o chefe da mesa preocupado com as regras, as normas, as leis, as rubricas, de uma religião estéril e vazia ou com os serventes dispostos a “fazer tudo o que ele disser”.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

HOMILIA PARA O DIA 13 DE JANEIRO DE 2019 - BATISMO DO SENHOR - ANO C


ESCOLHIDO E ENVIADO PELO PAI

Isaias 42,1-4.6-7; Salmo 28 (29); Atos 10, 34-38; Lucas 3,15-16.21-22
BATISMO DO SENHOR

Duas atitudes nos fazem confiar ou desacreditar nas pessoas. Uma delas é quando alguém tem boa conversa, fala bem, promete muitas coisas e raramente cumpre o que promete. Neste caso cai em descrédito. A outra é exatamente o contrário. Trata-se de pessoas que são parceiras, vestem a camisa, caminham com a gente e estão do nosso lado em qualquer dificuldade e circunstância. Pois estas duas atitudes se podem perceber na Palavra de Deus deste domingo.
A primeira leitura retrata o tempo final do povo de Israel no exílio. Já estavam cansados e desiludidos. O profeta Ezequiel havia lhes prometido uma libertação com a volta para sua terra e para o seu Deus, entretanto esta promessa parece que demorava demais acontecer.
Neste contexto o profeta Isaias consola os desanimados e lhe garante que o tempo de Deus é diferente dos tempos humanos e reafirma que como outrora Deus libertou os antepassados deles da escravidão do Egito, ele repetirá a façanha nesta outra circunstância de medo e desolação.
A palavra do profeta é clara: “Eis o meu servo, a quem Eu protejo,
o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra”.
Na mesma direção está o discurso de Pedro nos atos dos Apóstolos. Ele garante que a salvação oferecida por Deus não faz distinção de pessoas e se destina a todos. Para fazer parte dos escolhidos dele só tem uma alternativa: “eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável”.
No Evangelho João Batista apresenta Jesus e o faz conhecer como o maior gesto de solidariedade de Deus para com seu povo. Jesus não precisava ser batizado no Jordão já que ele é o autor do próprio batismo e muito maior do que o próprio João. Mas ele se fez solidário com todos os pecadores e sofredores. Recebeu o batismo de João como forma de dizer: participo dos sofrimentos e das provações de todo o povo.
Mediante esta atitude de Jesus o Pai confirma o seu messianismo enviando sobre Ele o Espírito Santo: “Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: Tu és o meu Filho muito amado:
em Ti pus toda a minha complacência”.
A lição que se pode tirar da Palavra de Deus é muito simples e objetiva: Em que medida cada pessoa tem sido leal, sincera, parceira, companheira nas horas da dificuldade e do sofrimento? Na condição de cristãos qual tem sido a nossa atitude em relação às pessoas?
Que o Evangelho e a oração nos faça seguidores do mestre e solidário com os irmãos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

HOMILIA PARA O DIA 25 DE DEZEMBRO - DIA DE NATAL - ANO C


E O VERBO SE CARNE!


Chegar ao termo de qualquer atividade humana com o sentimento do dever cumprido e tendo realizado de modo satisfatório é uma das formas mais extraordinárias de extravasar de alegria. Não sem razão professores e alunos comemoram o final do ano letivo; empresas e colaboradores celebram o êxito das atividades realizadas durante o ano. Famílias se congratulam com a chegada do natal. Esse é o sentimento que perpassa também a Palavra de Deus na liturgia deste dia do natal.
O profeta Isaias fala ao povo que está desconsolado diante da situação de abandono a que foi submetido, suas palavras são uma maneira de manter viva a esperança na libertação que parece demorar mais do que suas forças: “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação e diz a Sião: «o teu Deus é Rei». Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque veem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião. Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém”.
A carta aos Hebreus afirma que na pessoa de Jesus Cristo o plano de Deus se realiza em toda a sua extensão e pede que as pessoas façam um esforço para perceber como isso acontece. Resumindo a história da salvação o texto mostra como Jesus se identifica com o Pai. Celebrar o nascimento de Jesus é perceber como para Deus não existe distâncias e como ele continua a apostar na humanidade propondo diálogo que conduza a felicidade.
O Evangelho narra de modo poético a ação de Deus: “No princípio era o Verbo
e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus.
Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas”.
A missão de Jesus é completar a obra que o Pai começou. Toda a ação de Jesus tem por objetivo eliminar todas as barreiras que provocam a morte e dificultam as pessoas de viver o projeto de Deus. Em Jesus se concretiza o sonho da “Humanidade nova”: “ àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória”.
Celebrar o Natal implica ter a coragem de não apenas contemplar o presépio ou as luzes que decoram os ambientes, mas é importante deixar-se interpelar e acolher a Palavra como se canta no salmo: “Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus. O Senhor deu a conhecer a salvação, revelou aos olhos das nações a sua justiça. Recordou-Se da sua bondade e fidelidade em favor da casa de Israel.

HOMILIA PARA O DIA 24 DE DEZEMBRO - NOITE DO NATAL


EIS QUE A LUZ JÁ ESTÁ BRILHANDO

 Isaias 9,1-6; Salmo 95 (96); Tito 2,11-14; Lucas 2,10-11
NOITE DO NATAL

Toda a preparação para o Natal chega ao seu ponto culminante com as festividades desta noite santa.  Por todos os lados as pessoas vibram de alegria. Para quem participa das celebrações litúrgicas desta noite a Palavra de Deus completa a alegria e o júbilo desta memória extraordinária.
O profeta Isaias faz um anuncio fantástico: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita.  Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”.
A carta de São Paulo a Tito  afirma que em Jesus Cristo Deus manifestou a sua graça. O texto é uma recomendação do apóstolo sobre os comportamentos dos cristãos no dia a dia das comunidades: “Ele nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade”. Estas atitudes cotidianas são a maneira mais autêntica de acolher a salvação que vem de Deus.
O relato do nascimento de Jesus, segundo Lucas, está claro que se deu num determinado tempo da história e num lugar preciso. Não se trata de uma lenda ou uma fábula para chegar a alguma conclusão bonita. Neste fato Deus vem ao encontro das pessoas com sua ternura e seu amor. A singeleza dos fatos acontecidos e narrados a partir de Belém nos levam a contemplar o amor de Deus preocupado com a felicidade humana. Na simplicidade do presépio se pode ver como a força de Deus não precisa de autoridade, prepotência, armas, gabinetes, conselhos, grandes salões para acertos e conluios. Deus vem ao nosso encontro na simplicidade e na ternura: “Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura”. “Já nasceu nos mostrando outro jeito de plantar novamente a harmonia, de viver e o desfeito, vem chegando da periferia”. Por isso cantai ao Senhor Deus um canto novo...

HOMILIA PARA O DIA 23 DE DEZEMBRO DE 2018 - 4º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C


FAZER A VONTADE DO PAI

Miquéias 5,1-4ª; Salmo 79 (80); Hebreus 10,5-10; Lucas 1,39-47
4º DOMINGO DO ADVENTO

As festividades do Natal sugerem encontros, presentes, confraternizações. Em resumo é tempo de alegria e de esperança. Esse sentimento que toma conta das pessoas apesar das dificuldades do cotidiano tem muita semelhança com a história do Povo de Deus retratada na Palavra que ouvimos na celebração deste domingo.
O profeta Miqueias exerceu seu ministério em Judá, por volta do século VII antes de Cristo. Nasceu numa região onde imperava o roubo, a violência, o trabalho forçado. Profetizando no meio de pequenos agricultores ele percebeu como os violentos consideravam que Deus estava do seu lado e justificavam todas as formas de opressão que adotavam. Neste contexto ele anuncia que Deus não se esqueceu do seu povo que enviará um pastor verdadeiro que trará para todos uma proposta de paz “Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade.  Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, e ele mesmo será a Paz”.
A carta aos Hebreus sugere que Jesus veio para reaproximar as pessoas de Deus e recomenda que todos acolham com prontidão essa proposta. O autor da carta coloca na boca de Jesus estas palavras: “Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade. É graças a esta vontade que somos santificados”. O encontro com Jesus que leva a aproximação com Deus Pai não se dá por meio de rituais externos, mas por meio de gestos concretos de amor entre as pessoas.
A atitude de Maria colocando-se a serviço da prima Isabel, mostra como o projeto de Deus tem um rosto. Também neste texto fica evidente que Jesus veio como o sinal do encontro entre Deus e a humanidade. Aqueles que normalmente são excluídos e não encontram lugar com dignidade merecem ser socorridos, acolhidos e ajudados.
A atitude de Maria é um exemplo a ser seguido por todos os que se declaram cristãos. Como Maria caminhemos “às pressas” ao encontro dos necessitados. Vamos colaborar para que a vida de todos vibre de alegria com o anuncio da nossa presença que deve ser portadora de Jesus e do seu projeto. E que este serviço mereça o reconhecimento que também Maria ouviu: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

HOMILIA PARA O DIA 16 DE DEZEMBRO DE 2018 - 3º DO ADVENTO ANO C


ALEGRAI-VOS SEMPRE NO SENHOR...

Toda novidade esperada e preparada gera nas pessoas um misto de alegria e expectativa. Embora, nem sempre as novidades sejam antecedidas por sinais extraordinários e só por coisas boas e de fácil compreensão, quando se aguarda pela realização de algo desejado é mais frequente aguardar com entusiasmo e vibração.
Isso é o que acontece no advento, ocasião que se faz memória de um fato acontecido, se proclama a esperança da segunda vida do Senhor e se celebra diversos encontros com o Senhor nas pessoas e nas comunidades com quem se convive.
Na primeira leitura o profeta fala ao povo que ainda vivia as consequências de um período no qual as autoridades tinham institucionalizado a injustiça, a infidelidade, a despreocupação religiosa e uma série de outras atitudes que diminuíam a dignidade das pessoas. Não obstante essa situação Sofonias faz um convite às pessoas para que se voltem a Deus, que dele não tenham medo e que não se deixem dominar pelo desânimo: Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, como nos dias de festa”.
A mesma mensagem se pode tirar da segunda leitura. Toda a carta aos filipenses é um agradecimento que são Paulo faz pela maneira como aqueles acolheram o seu ensinamento sobre Jesus Cristo. No texto de hoje ele exorta a comunidade para que não perca a esperança e a alegria: Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas   necessidades a Deus”.
O Evangelho é a continuação do último domingo e nele Lucas apresenta o pedido de João Batista o qual apresenta gestos concretos de conversão para quem quer percorrer o caminho do encontro com o Senhor que está para chegar. A pergunta feita pelos soldados pode ser repetida por cada pessoa que se prepara para o Natal: “E nós o que devemos fazer?” Esta é uma atitude bonita para quem se deixa guiar pelo evangelho. Trata-se da abertura para colocar em xeque a sua prática cotidiana e ter coragem de tomar as decisões procedendo a transformação necessária.
Preparar o Natal e preparar-se para o Natal implica deixar o comodismo e o egoísmo próprios e testemunhar Jesus Cristo e a sua proposta nas ações do cotidiano.
Que a oração da assembleia seja a força de todos e de cada um.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

HOMILIA PARA O DIA 09 DE DEZEMBRO 2º DO ADVENTO ANO C


TODOS VERÃO A SALVAÇÃO QUE VEM DE DEUS

No Evangelho deste domingo, Lucas situa o tempo e o local no qual João Batista começa a anunciar a chegada do Messias. João fala numa linguagem e partir de uma situação que todos entendem. O que se pode perceber é que o texto das leituras deste domingo tem uma sintonia com a intenção do Papa para este advento quando sugere: “Que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias no diálogo com as culturas”.
A primeira leitura foi escrita por volta do ano 200 anos Antes de Cristo é um convite ao arrependimento e a se deixar guiar pela sabedoria de Deus. O autor apresenta um caminho de conversão que tem como objetivo a felicidade e a liberdade. Também os cristãos do terceiro milênio são convidados a viver numa serena alegria porque Deus está sempre preparando um caminho alternativo para as angústias não obstante os sofrimentos e as dores que as pessoas experimentam.
A carta aos Filipenses é muito afetuosa, Paulo mostra o amor que tem para com eles, sendo ao mesmo tempo uma ação de graças por tudo o que eles fazem na difusão do evangelho. Trata-se de um convite para as comunidades dos nossos dias que se preocupem em praticar a caridade, evitem as divisões e os conflitos, construam solidariedade e sejam sinais de quem está na expectativa do Senhor que vem.
A vinda do Messias como um grande acontecimento é preparado por João Batista mediante o convite dirigido a todos, antes de mais nada, para uma transformação no seu modo de pensar e agir. Ir ao encontro do Senhor que vem implica liberdade para acolher a Palavra e a Boa Nova do Reino. João prepara o ambiente e o coração das pessoas assim como cada pessoa é chamada hoje a dar testemunho do Senhor ajudando Jesus chegar aos corações das pessoas. Não se pode imaginar que encontrar Jesus significa apenas boas intenções trata-se de atividade interpelativa, questionante e comprometida.
Que o Senhor fortaleça e reanime a espera e preparação para “que toda criatura veja a salvação que vem de Deus”.  Desta maneira será possível cantar com o salmista: Grandes maravilhas fez por nós o Senhor por isso exultamos de alegria. Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos, como as torrentes do deserto. Os que semeiam em lágrimas recolhem com alegria”.