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quarta-feira, 8 de abril de 2026

HOMILIA PARA O DIA 17 DE MAIO DE 2026 - ASCENÇÃO DO SENHOR - DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES

 

POR ENTRE ACLAMAÇÕES DEUS SE ELEVOU

 

Neste Domingo da Ascensão do Senhor, celebramos que Jesus foi elevado e ocultado aos olhos dos discípulos, enquanto a promessa do Pai os chama à espera e à fidelidade: “recebereis poder, quando o Espírito Santo descer sobre vós, e sereis minhas testemunhas” até “os confins da terra”. Na unidade da fé e da esperança, a Igreja é conduzida a compreender que o Crucificado não se ausenta: Ele é glorificado para que o Evangelho alcance todos os povos; e, entre a contemplação do Céu e o ardor da missão, permanece viva a certeza de que o Senhor voltará “do mesmo modo” que foi visto subir.

Ao contemplar o Cristo exaltado, a liturgia nos faz rezar com o Apóstolo: “conceda-vos o Pai… um espírito de sabedoria e de revelação”, para que os olhos do coração sejam iluminados e conheçamos “a esperança” e a “grandeza do seu poder” manifestado em Cristo Ressuscitado. Nele, o poder que vence a morte se torna sustento para a peregrinação do povo de Deus, pois Ele é “o cabeça” da Igreja, cuja plenitude é a sua presença que tudo preenche. Assim, a Ascensão não é distância, mas energia espiritual: é força para compreender, amar e testemunhar.

Por isso, do mesmo modo que os discípulos se aproximam do Senhor na montanha, nós também somos chamados a adorar e a entrar na missão que Ele confia: “foi-me dado todo o poder no céu e na terra”. A palavra do Ressuscitado ressoa como mandato e bênção: “Ide… e fazei discípulos de todas as nações”, batizando e ensinando a guardar tudo o que Ele ordenou. E a promessa permanece como bálsamo para a travessia: “estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.

Neste contexto, celebrando o Dia Mundial das Comunicações, recordamos que a missão apostólica hoje passa também pelos caminhos da informação e do discernimento. O Papa Leão XIV observa que, na “idade da comunicação”, é um paradoxo que a verdade seja confundida com o falso e o autêntico com o artificial, e por isso exorta a uma responsabilidade que forme consciências e fortaleça o pensamento crítico. Ele também afirma que a informação é um bem público a ser protegido, defendendo a colaboração entre cidadãos e jornalistas ao serviço da responsabilidade ética e cívica, bem como o acesso livre e verdadeiro à informação — sem que o trabalho de comunicar seja tratado como crime. Assim, como discípulos do Senhor que subiu aos céus, façamos das comunicações instrumentos de verdade, caridade e reconciliação, para que os povos reconheçam, nas palavras e nas imagens, o rosto de Cristo que envia e acompanha.

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segunda-feira, 12 de maio de 2025

HOMILIA PARA O DIA 19 DE JUNHO DE 2025 - SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO - ANO C

 TODOS SOMOS UM EM CRISTO

Hoje celebramos a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, oportunidade para renovar a nossa fé na presença real de Jesus na Eucaristia. Neste dia, somos chamados a refletir sobre o que significa honrar a Jesus em nossas vidas e como podemos viver essa presença de maneira concreta.

O Evangelho de Lucas (Lc 9,11b-17) nos narra um episódio marcante: a multiplicação dos pães e peixes, um milagre que nos ensina muito sobre a generosidade e a compaixão do nosso Senhor. Jesus olha para a multidão e a acolhe com misericórdia, curando-os e, em seguida, se preocupa com a necessidade de alimento. A frase chave para nós é: “Dêem vocês mesmos de comer”. Aqui, Ele nos convoca a agir, a não apenas observar, mas a nos colocar em movimento, a sermos protagonistas na missão de cuidar uns dos outros.

Hoje, o ato de fazer tapetes para honrar a Eucaristia nas ruas é uma expressão maravilhosa de piedade popular. Esses tapetes, feitos com tanto carinho e dedicação, são mais do que apenas elementos decorativos. Eles simbolizam a acolhida, a festa e o cuidado com todos que caminham por essas ruas. É um gesto que convida a todos os filhos e filhas de Deus a participarem da festa do Corpo e Sangue de Cristo, mostrando que não deixamos ninguém de fora.

A tradição de confeccionar tapetes é um testemunho vivo da nossa fé e do amor que temos por Jesus Cristo. Assim como a multidão foi alimentada, nós também somos chamados a nos alimentar e a alimentar. Cada parte do tapete é um convite para que todos possam sentir-se acolhidos na presença do Senhor. Quando decoramos nossas ruas com essas obras de arte, estamos criando um espaço sagrado, um caminho que nos lembra que Jesus nos acolhe e que devemos acolher uns aos outros.

Honrar a Jesus e seguir o Seu exemplo é garantir que ninguém passe fome — não só daquela fome física, mas também da fome de amor, de esperança e de dignidade. A Eucaristia é um chamado para a partilha, para que ninguém se sinta excluído. O Corpo e Sangue de Cristo nos convocam a sermos um só corpo, a sermos a Igreja que cuida, que se importa e que se envolve nas necessidades do próximo.

Ao vivermos esta Solenidade, que possamos nos perguntar: como podemos, em nossa vida diária, colocar em prática essa generosidade? Como podemos ser “pães” para os que estão à nossa volta? O convite é para que, ao nos aproximarmos da mesa do Senhor, lembremos dos chamados a nos alimentar e, principalmente, a alimentar aqueles que vivem em nossas comunidades e ao nosso redor.

Que cada tapete confeccionado hoje nos lembre da nossa responsabilidade de amor e solidariedade, mostrando que a Eucaristia nos leva a um compromisso de transformar o mundo onde vivemos. Que possamos ir além, praticando a caridade e fazendo com que cada gesto nosso seja um reflexo do amor de Deus.

Que o Senhor nos abençoe e que, ao celebrarmos o Corpo e Sangue de Cristo, possamos renovar nossas promessas de amar e servir uns aos outros. Amém.