Esse cuidado exige delicadeza, prudência e verdade. Jesus começa pelo encontro
pessoal, no silêncio e na caridade, antes que a fragilidade do outro se torne
motivo de comentários ou julgamentos. Quando a comunidade é envolvida, não o
faz para criar um tribunal, mas para sustentar a esperança, discernir com
responsabilidade e buscar o bem daquele que se afastou. A correção cristã nasce
de um coração que não desiste do irmão.
São Paulo nos recorda que há uma única dívida que permanece
sempre entre nós: a dívida do amor. Quem ama não reduz o outro ao seu erro, não
alimenta a condenação e não se alegra com a queda alheia; procura, antes,
restaurar, acompanhar e proteger. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”: nesse
mandamento se resume toda a Lei, porque o amor não faz mal ao próximo.
Por
isso, a Igreja se reúne não como assembleia de perfeitos, mas como povo
necessitado da misericórdia. Onde dois ou três estão reunidos em nome de
Cristo, Ele está presente; e sua presença transforma a comunidade em espaço de
escuta, perdão e recomeço. Peçamos, nesta celebração, um coração vigilante para
cuidar dos que erram, humilde para reconhecer as próprias faltas e fiel para
construir, com amor, uma comunidade onde ninguém seja abandonado.
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