JUNTOS FORMAMOS A VINHA DO SENHOR
Irmãos e
irmãs, a Palavra de Deus apresenta-nos hoje a imagem da vinha, cuidadosamente
plantada e cultivada pelo Senhor. Deus nada omitiu: preparou a terra, escolheu
boas videiras, protegeu-as e esperou frutos abundantes. Contudo, a vinha
produziu frutos amargos. Isaías revela que essa vinha é o povo de Deus, do qual
o Senhor esperava justiça, mas encontrou violência, e esperava retidão, mas
ouviu o clamor dos oprimidos.
No Evangelho, Jesus retoma essa imagem e mostra que os
trabalhadores quiseram apropriar-se da vinha, rejeitando os mensageiros do
proprietário e, por fim, assassinando o próprio filho. A parábola denuncia toda
comunidade que se esquece de que a vinha pertence a Deus. A Igreja, as nossas
paróquias e cada um de nós recebemos dons, responsabilidades e uma missão; não
somos donos da obra do Senhor, mas servidores chamados a entregar frutos no
tempo oportuno.
Cristo é a pedra rejeitada que se tornou a pedra angular. Nele
compreendemos que a vinha do Senhor não se reconhece apenas por suas celebrações,
estruturas ou palavras, mas pelos frutos do Reino: justiça, misericórdia,
verdade, comunhão e cuidado com os pequenos. O próprio Jesus ensina que o Reino
será confiado a um povo que produza seus frutos.
Por isso,
nossas comunidades serão reconhecidas como vinha do Senhor quando acolherem os
pobres e os afastados, visitarem os enfermos, defenderem a dignidade dos que
sofrem, escutarem o clamor dos injustiçados e repartirem com generosidade seus
dons e bens. Seremos uma vinha fecunda quando abandonarmos divisões, vaidades e
disputas de poder, trabalhando pelo perdão, pela participação de todos e por
uma pastoral que transforme a fé em serviço concreto.
Peçamos, portanto, que o Senhor nos
conceda um coração vigilante e fiel. Pela oração, pela gratidão e pela prática
perseverante do bem, guardemos em Cristo os nossos corações e pensamentos,
buscando tudo o que é verdadeiro, justo, puro e digno de louvor. Assim, quando
o Senhor vier procurar os frutos da sua vinha, encontrará em nós uma comunidade
viva, humilde e fecunda, que produz os frutos do Reino e testemunha a sua paz.
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