segunda-feira, 21 de setembro de 2026

HOMILIA PARA O DIA 25 DE OUTUBRO DE 2026 - 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

 AMAR AS PESSOAS COMO CAMINHO

DE FIDELIDADE AO EVANGELHO

 

Irmãos e irmãs, no Evangelho, Jesus une inseparavelmente o amor a Deus e o amor ao próximo: amar o Senhor com todo o coração, a alma e o entendimento, e amar o próximo como a nós mesmos. Não são dois caminhos diferentes, mas um único caminho de fidelidade. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.

A primeira leitura torna esse amor concreto. Deus ordena que o estrangeiro não seja oprimido, que a viúva e o órfão não sejam maltratados e que o pobre não seja explorado. O Senhor escuta o clamor dos vulneráveis. Por isso, uma fé que fala muito de Deus, mas tolera a exclusão dos migrantes, dos pobres, dos idosos, dos moradores de rua e de tantos fragilizados, permanece apenas no discurso.

O salmo proclama: “O Senhor é minha rocha, minha fortaleza e meu libertador.” Quem encontra em Deus sua segurança não precisa construir sua vida sobre a indiferença, o poder ou a exploração dos outros. A confiança no Senhor transforma-se em compromisso: acolher quem chega, defender quem sofre, repartir o pão e criar espaços onde cada pessoa seja reconhecida em sua dignidade.

A comunidade dos tessalonicenses oferece um belo exemplo. O Evangelho chegou até eles não somente por palavras, mas pelo poder do Espírito Santo e por um testemunho convincente. Mesmo em meio às perseguições, acolheram a Palavra com alegria e tornaram-se exemplo para outras comunidades. Sua fé foi reconhecida porque produziu uma vida nova, uma comunidade acolhedora e um testemunho que se espalhou muito além de seus próprios limites.

Também nós somos chamados a ser uma Igreja em que o amor a Deus se veja no amor aos pequenos. Não basta celebrar, rezar e proclamar; é necessário perguntar quem ainda está do lado de fora e o que podemos fazer para incluí-lo. Que nossa comunidade acolha sem preconceitos, escute sem julgamentos e sirva com perseverança. Assim, o mandamento do amor deixará de ser apenas palavra bonita e se tornará vida, testemunho e presença concreta do Evangelho.

 

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