DAR A CADA UM O QUE LHE PERTENCE
Irmãos e
irmãs, o Evangelho apresenta Jesus diante de uma armadilha. Perguntam-lhe se é
permitido pagar imposto a César, esperando colocá-lo contra o poder político ou
contra o povo. Jesus, porém, não se deixa manipular e ensina: “Dai, pois, a César o que é de
César e a Deus o que é de Deus.” A resposta recorda-nos que o
cristão participa responsavelmente da sociedade, mas reconhece que a vida
inteira pertence, antes de tudo, a Deus.
Dar a Deus o que é de Deus
significa oferecer-lhe não apenas algumas palavras ou momentos de culto, mas o
coração, as escolhas, o trabalho, a família e o modo como tratamos as pessoas.
A fé não pode ser usada como aparência nem separada da vida concreta. O
discípulo de Jesus respeita suas responsabilidades civis, mas não negocia a
verdade, a justiça, a dignidade humana e o amor ao próximo.
São Paulo oferece-nos o testemunho das primeiras comunidades
cristãs. Ele agradece a Deus pela comunidade de Tessalônica, recordando a obra da fé, o trabalho da caridade
e a firmeza da esperança em Jesus Cristo. Nessa comunidade, o
Evangelho não permaneceu apenas como discurso: foi acolhido com a força do
Espírito Santo e manifestado pela vida daqueles que o anunciaram e
testemunharam.
Também hoje a Igreja será reconhecida
quando ancorar a fé na caridade e no testemunho. Uma comunidade verdadeiramente
cristã não se limita a defender ideias religiosas; ela visita os doentes,
acolhe os pobres, acompanha as famílias, protege os vulneráveis, trabalha pela
paz e permanece firme na esperança em meio às dificuldades. Assim como as
primeiras comunidades, somos chamados a mostrar, por nossas obras, que o
Evangelho possui força para transformar pessoas e relações.
Peçamos ao Senhor uma fé corajosa, uma caridade perseverante e uma
esperança firme. Que saibamos cumprir nossas responsabilidades na sociedade.
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